O EC Jacuipense tem um viés de representar o Riachão do Jacuípe em solos baianos e nacionais. Criado em 21 de abril de 1965, veste as cores grená e branco, além de ser chamado pelos íntimos de Leão do Sisal, referência direta à região. O Jacuipense manda seus jogos no Estádio Eliel Martins, conhecido como Valfredão, que recebe a torcida de perto e comporta cerca de cinco mil pessoas. Hoje, o clube disputa a Série D do Campeonato Brasileiro e a Primeira Divisão do Campeonato Baiano.

Identidade e base
O Jacuipense passou muitos anos como força regional e estadual. Em 1989, conquistou o título da Segunda Divisão do Campeonato Baiano e garantiu presença na elite do futebol da Bahia. Nos anos 90 o clube alternou aparições na primeira divisão do estadual. Nos anos 2000 ficou mais tempo na segunda divisão e trabalhou para se manter competitivo. Em 2011, o clube deu um passo fora de campo e firmou uma parceria com a HWT Promoções Esportivas, empresa de Campinas. A HWT passou a atuar na formação e gestão das categorias de base e, depois, também no time principal. A relação durou até 2014. Essa fase ajudou a estruturar elenco, revelar atletas e colocar o Leão do Sisal outra vez em vitrine.
Entrada em competições nacionais
Em 2012 o Jacuipense voltou à Primeira Divisão do Baiano, agora com o vice-campeonato da Série B estadual. Em 2014 veio outro marco. O clube disputou pela primeira vez uma competição nacional, a Série D do Campeonato Brasileiro. O Leão do Sisal fez campanha forte e brigou até o fim por uma vaga na Série C, caindo nas quartas de final diante do Confiança, de Sergipe. No ano seguinte viveu outro momento histórico. Em 2015, o Jacuipense se classificou pela primeira vez para a Copa do Brasil. Estreou eliminando o Paraná nas penalidades e só parou na fase seguinte, contra o Náutico. Riachão do Jacuípe passou a aparecer no noticiário nacional.

Acesso à Série C e campanhas no Baianão
O Jacuipense marcou história em 2019. Ao vencer o Floresta por 1 a 0, com gol de Eudair, garantiu o acesso à Série C do Brasileiro. No ano seguinte, jogando no Campeonato Baiano, o Leão Grená chegou até a semifinal do estadual, mas acabou eliminado pelo Bahia depois de perder em casa e empatar fora. Já em 2021, o time não manteve o ritmo na Série C e acabou voltando para a Série D.
Em 2022 o Jacuipense fez sua melhor campanha no Campeonato Baiano. Terminou a primeira fase na liderança geral e chegou à semifinal contra o Barcelona de Ilhéus. Empatou fora e venceu em casa, garantindo lugar na final inédita da sua história. Na decisão enfrentou o Atlético de Alagoinhas. Conquistou um empate em 1 a 1 fora de casa, em um estádio lotado e jogando grande parte do jogo com um atleta a menos, mas acabou derrotado no Valfredão e ficou com o vice estadual. Mesmo sem o título, aquela campanha consolidou o clube como protagonista do interior.
Inovação e relação com a torcida
O Jacuipense também chamou atenção pelo jeito diferente de envolver o torcedor. Em 2014 o clube adotou um sistema em que a escalação do time passava pela votação da torcida em um aplicativo chamado Total Choice. A pessoa se cadastrava, escolhia os jogadores disponíveis no elenco e montava sua versão do time. A ideia começou como game nas primeiras rodadas do Campeonato Baiano, mas depois os atletas mais votados chegaram a ser utilizados de fato nas partidas oficiais, inclusive na Série D. Esse formato colocou o Jacuipense nas manchetes do país, com a figura do torcedor participando diretamente da montagem da equipe.
O Jacuipense hoje
Hoje, o Jacuipense é visto como um clube que representa o interior baiano com regularidade. O Valfredão continua sendo o ponto de encontro entre elenco e arquibancada e o grená segue como símbolo da cidade. Entre acessos nacionais, campanhas fortes no estadual e projetos de aproximação com a torcida, o Leão do Sisal mantém viva a ideia de que Riachão do Jacuípe faz parte do futebol da Bahia de forma ativa, competitiva e organizada.